A "Itália" do século XIV, era como dizia Dante, "comparável a um escravo e a um bordel, nenhum povo falava mais sobre unidade e nação, e as tinha em menor grau, do que os italianos". Desde a queda do Império Romano, o poder central se enfraquecera na região, deixando uma terra da mais rica cultura a mercê de um caos político. Com o tempo, as repúblicas italianas (popularmente chamadas de comunas), vieram a dominar o comércio e as finanças na Europa, crescendo para se tornar as maiores cidades de seu tempo. Gênova e Veneza, as duas grandes potências comerciais, haviam destruído praticamente todos os demais rivais (Como Pisa ou a Bologna) e cada vez mais competiam uma com a outra em seu jogo de influência. Na sociedade cainita, o mesmo ocorria, a primeira correspondia a cidade mais populosa e influente vinculada aos Feudos da Cruz Negra, cujo o líder era o Monarca Ventrue Hadestadt, já a segunda, a Sereníssima república de Veneza, prestava contas a Corte do Mar Sombrio, sob a diligência do ancião Lasombra Montano. Rivais naturais, tanto durante o dia, quanto durante a noite, as duas comunas entraram em guerra quatro vezes no último século, em um conflito equilibrado que manteve a balança de poder no mediterrâneo. Infelizmente a batalha em Chioggia foi capaz de mudar isso, depois de meses de uma provável vitória para Gênova, que recusou a paz graças a sua posição estratégica, Veneza conseguiu cercar a frota rival, e o que se seguiu foi a maior batalha marítima até então, a primeira luta a usar canhões a bordo de navios. No fim, ambas as comunas sofreram com os anos de guerra e foi proposta a assinatura de um acordo de paz em Turim, local teoricamente neutro. Os cainitas de ambas as cidades tomaram parte no conflito, ainda que não de forma direta, e alguns vêem seus interesses comerciais em frangalhos, assim como seu poder político. Aproveitando as comissões de mortais, os príncipes resolveram se encontrar para redefinir a forma como essas interferências são feitas, redefinir as zonas de atuação, discutir sobre a paz entre as comunas e entre as cortes. O evento tomou proporções gigantescas, é a primeira vez que este assunto é levado mais a público, e se espera que diversos cainitas compareçam na tentativa de se afirmar como um novo poder político. O príncipe de Turim espera ansioso em lucrar com o evento assim como seus súditos, os representantes da Cruz Negra e do Mar Sombrio aguardam uma posição de enfraquecimento de seu rival para um possível fim derradeiro, e os Príncipes de Gênova e Veneza se encontraram face a face pela primeira vez depois de mais cem anos de guerra.
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